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Notas

10/03/2010 - Brasil não tem interesse em brigar com os EUA, diz Lula

Folha Online - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira que a intenção do governo brasileiro com a divulgação da lista de retaliação a produtos norte-americanos não é brigar com os Estados Unidos, e sim fazer valer as determinações da OMC (Organização Mundial do Comércio).

"O Brasil não tem interesse em brigar com os Estados Unidos, mas quer que eles obedeçam à OMC", disse o presidente durante evento de inauguração de uma usina termelétrica da Petrobras em Cubatão (Baixada Santista).

Lula explicou que o Brasil vinha lutando há sete anos contra os subsídios do governo americano aos produtores de algodão do país. Esse benefício, segundo ele, prejudica os "pobres países africanos" que não têm a tecnologia de produção dos países desenvolvidos.

"O Brasil ganhou na OMC, e então os EUA teriam que parar com os subsídios. Mas eles não pararam. Então a OMC permitiu que o Brasil criasse dificuldades para os produtos americanos", disse. "O que estamos fazendo não é retaliação, estamos dizendo aos Estados Unidos que não importa o tamanho de cada um de nós, somos todos nações e queremos ser respeitados."

Lula fez um apelo ao presidente norte-americano, Barack Obama, para que coloque seu pessoal para negociar rapidamente o assunto. "Cumpram com suas obrigações e nós cumprimos com as nossas", disse.

Ele afirmou que está na hora de dar uma chance para os pequenos produtores africanos para que entrem nos mercados americano e europeu. "Assim, teríamos um comércio mais justo, e um mundo melhor."

O Brasil divulgou na segunda-feira a lista definitiva de produtos norte-americanos cuja importação deverá ser sobretaxada em retaliação aos subsídios pagos pelo governo dos Estados Unidos à produção local de algodão.

A lista tem cerca de 100 itens entre frutas --como pêras, cerejas e ameixas-- sucos, produtos de higiene e maquiagem, plástico, algodão preparado, equipamentos industriais, aparelhos de som, veículos, óculos e escovas de dente. Sobre todos esses produtos incidirão alíquotas de importação que variam de 12% a 100% do valor.

Em agosto do ano passado, a OMC autorizou o Brasil a aplicar sanções aos EUA até o limite de US$ 830 milhões --sendo até US$ 560 milhões em bens e produtos e o restante sobre serviços e propriedade intelectual.


10/03/2010 - Caixa cobra 37 mil fiadores de universitários em dívida com o Fies

Folha Online - Hoje na Folha A Caixa Econômica Federal acionou ao menos 37 mil fiadores em processos de execução de dívidas do Fies, programa de crédito educativo do governo Fernando Henrique Cardoso que financia estudos de universitários de baixa renda em instituições privadas. A informação é da reportagem de Patrícia Gomes publicada na edição desta terça-feira da Folha (íntegra somente para assinantes do jornal ou do UOL).

Os dados obtidos pela Folha são de julho de 2009, quando havia cerca de 250 mil contratos em fase de quitação da dívida. Desses, em mais de 50 mil havia inadimplência. Questionada, a Caixa não confirma os números, mas afirma que a taxa de inadimplência do Fies é de aproximadamente 25%.

Uma dessas pessoas é a sogra de Daiane Lima, 31, que quando entrou para a faculdade de engenharia esperava começar a pagar o financiamento estudantil logo que arranjasse o primeiro emprego, porém, as prestações tomavam quase todo o seu salário e ela não tem conseguido honrar o compromisso. Hoje, são 14 prestações vencidas, o que resulta em uma divida de R$ 76 mil.

O advogado Antony Argolo, cujo escritório defende mais de 500 causas de estudantes do Fies, critica o programa: "É uma bola de neve. Os juros incidem sobre juros e a dívida aumenta em progressão geométrica". Para ele, portanto, a redução dos juros por parte do MEC não resolve o problema.


10/03/2010 - Mais de 9% dos idosos paulistanos abusam do álcool, diz estudo

Segundo pesquisa feita com pessoas com 60 anos ou mais, grau de escolaridade influi na incidência do abuso

Estadao.com.br - Consumo excessivo de álcool provoca, além dos males de saúde, problemas sociais aos idosos

SÃO PAULO - Mais de 9% dos idosos paulistanos consomem bebida alcoólica em excesso, segundo estudo realizado pelo Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clinicas de São Paulo, ligado à Secretaria de Estado da Saúde.

De acordo com a secretaria, o levantamento, feito com 1.563 pessoas com 60 anos ou mais, apontou que 9,1% dessa população abusa do álcool, o equivalente a 88 mil idosos da capital. Mais do que isso, o estudo traçou um perfil dos idosos que sofrem com o problema.

Entre os dados que se destacam na pesquisa, está a influência da escolaridade na incidência do alcoolismo na população idosa. Entre os idosos que nunca estudaram está o mais alto índice: 15,9%. A taxa vai caindo conforme aumenta o tempo de estudo dos idosos. Na faixa que estudou de um a quatro anos, o índice de alcoolismo é de 10,9%; entre os que estudaram de 5 a 8 anos, o índice é de 7,5%; de 9 a 11 anos de estudo, índice de 4,4%; já entre os idosos que estudaram por 12 anos ou mais, o índice de alcoolismo cai a 2,2%.

A pesquisa também mostrou que o alcoolismo está presente em todas as classes econômicas, mas principalmente entre as camadas mais pobres. A classe A tem 7% de sua população idosa sofrendo com o alcoolismo; na classe B, são 3,1% dos idosos; na classe C, 8,8% dos idosos; na classe D, 13,6% dos idosos; na classe E, 18,3% dos idosos.

Em relação ao estado civil, o maior índice de alcoolismo está entre os idosos casados, com 13% de idosos alcoólatras. Os solteiros têm índice de 6,6%; separados ou divorciados, 5,6%. Já entre viúvos, o índice é de 4,2%.

No geral, o índice de alcoolismo entre os homens idosos atingiu os 20%. Entre as mulheres, esse índice ficou em 3,1%.

Os números são preocupantes. O consumo excessivo de álcool é extremamente prejudicial à saúde desses homens e mulheres acima dos 60 anos. Além dos males clínicos à saúde, há também os problemas sociais, de relacionamento com a família e com os amigos", afirma Cássio Bottino, coordenador do programa de Terceira Idade do Instituto de Psiquiatria.

Clínicas especializadas

A secretaria mantém dois serviços especializados em tratamento de adultos dependentes de álcool e drogas. Uma em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, e outro em Itapira, no interior. O projeto terapêutico tem coordenação do professor Ronaldo Laranjeira, professor titular do Departamento de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (Unifesp).

O atendimento é feito por equipe multidisciplinar formada por médicos, enfermeiros, psicólogos e terapeutas ocupacionais, entre outros. Além de medicação específica, os pacientes em tratamento têm atendimento psicológico individual e coletivo, participarão de atividades físicas e esportivas como caminhada, natação e futebol e realizarão terapias ocupacionais, como oficinas de pintura, artesanato e expressão corporal, entre outras.

O objetivo das duas clínicas é oferecer um modelo voltado à desintoxicação, mas fora do ambiente de enfermaria hospitalar para o qual essas pessoas costumam ser encaminhadas. Cabe aos municípios realizar a triagem desses pacientes, verificando a necessidade de internação.


10/03/2010 - CCJ aprova projeto que proíbe cigarro em recintos coletivos

Agência Senado - Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) acaba de aprovar proposta (PLS 315/08), de autoria do senador Tião Viana (PT-AC), que proíbe o uso de cigarros, cigarrilhas, charutos, cachimbos ou qualquer outro produto fumígeno, derivado ou não do tabaco, em recinto coletivo, privado ou público.

A matéria já constou da pauta de votações do colegiado em dezembro de 2009, mas a polêmica em torno do assunto adiou sua votação. A relatora da matéria, senadora Marina Silva (PV-AC), apresentou voto favorável ao projeto, com emenda. O texto segue agora para a Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

A proibição do fumo no Brasil já está prevista na Lei 9.294/96, que admite, atualmente, o uso desses produtos "em área destinada exclusivamente a esse fim, devidamente isolada e com arejamento conveniente", os chamados fumódromos. Mas o PLS 315/08 acaba com essas áreas.


10/03/2010 - País já registra 121 casos de gripe suína neste ano; seis morreram

Folha de S.Paulo - O Brasil registrou neste ano, até 20 de fevereiro, 121 casos de gripe A (H1N1), com seis mortes, de acordo com dados divulgados na terça-feira (9) pelo Ministério da Saúde. A maior parte dos casos (37%) está concentrada no Sul do país.

A pasta não divulgou os Estados onde ocorreram os óbitos, mas já se sabe que um deles ocorreu em Santa Bárbara d´Oeste (SP). Há ainda mais 165 casos em investigação. No ano passado, foram registradas 1.632 mortes pela doença no Brasil.

A expectativa é a de que haja uma queda no número de casos devido à campanha de imunização que começou anteontem com a aplicação de doses em indígenas e profissionais da saúde. O ministério espera vacinar pelo menos 73 milhões de pessoas.

Ontem, o Senado aprovou a liberação de R$ 2,1 bilhões para o combate à gripe. O dinheiro deverá ser usado, entre outros pontos, para a compra da vacina, distribuição de medicamentos, além da ampliação de leitos em UTIs no país.

O ministro José Gomes Temporão (Saúde) disse ontem que a campanha de vacinação precisa ser mais divulgada. Uma pesquisa da pasta realizada no final de fevereiro com 1.300 pessoas de todos os Estados apontou que 36% não sabiam que "haverá uma grande vacinação" e 42% não sabiam onde receber a imunização. O levantamento, no entanto, foi feito antes da campanha.


08/03/2010 - OAB anula 2ª fase do exame após suspeita de fraude; nova prova ocorre em abril

Folha Online - A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) decidiu neste domingo cancelar a segunda fase do exame nacional de 2010 após a suspeita de vazamento do gabarito da prova. O novo exame, que autoriza os advogados recém-formados a atuar no mercado, será realizado no dia 11 de abril.

Ao todo, 18.720 candidatos, em 155 cidades do país, realizaram a prova que pela primeira vez foi feita de forma unificada. Os inscritos serão informados pela OAB sobre o cancelamento e a remarcação do exame que foi decidida na reunião do Colégio de Presidentes de Seccionais da entidade.

Durante o encontro, uma comissão de representantes de um grupo de bacharéis fez um apelo para a prova não ser cancelada. Segundo o presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante, o cancelamento é para garantir a credibilidade do exame e evitar que as provas sejam questionadas na Justiça.

"A unificação está mantida e a credibilidade do Exame de Ordem é o mais importante neste momento. Queremos assegurar a credibilidade da OAB, do exame e, sobretudo, a qualidade dos colegas que vão ingressar na profissão, que não podem nela entrar sob a dúvida de um exame que pode ser anulado futuramente por um Ministério Público ou qualquer outra forma, pois seria uma espada pendendo sobre seu pescoço", disse. 

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08/03/2010 - Tempestade de verão atinge Grande Vitória na tarde deste domingo

Gazeta Online - Uma tempestade de verão atingiu a Grande Vitória no início da tarde deste domingo (07) e levou transtornos a diversos bairros, principalmente de Cariacica, Vila Velha, Viana e Vitória. Por volta de 14h30, o céu escureceu em diversos pontos da região devido às nuvens baixas. Moradores, que já vêm sofrendo com alagamentos há uma semana, perderam o sossego e aguardavam um forte temporal.

Não chovia na Grande Vitória desde a tarde de sábado. "Na manhã deste domingo estava muito calor, um tempo abafado, e quando o sol apareceu ficou muito quente. Quando isso acontece, sabemos que vem chuva forte", relatou a dona de casa Luzia Corrêa, moradora de Cariacica. A certeza dela se concretizou e um temporal atingiu as cidades. Raios puderam ser vistos em sequência e trovões também chamavam atenção.

Alagamentos em Cariacica

Em meia hora, o volume de chuva registrado foi considerado enorme. "Verdadeiras cachoeiras se formaram nas ruas, que não davam conta de escoar a água. A chuva era tanta que não dava para enxergar direito algumas construções que estavam a pelo menos 500 metros de mim", relata a vendedora Tereza Christina, também de Cariacica.

Por volta de 15h, o temporal parou. As partes mais baixas do bairro Mucuri tiveram casas invadidas pela água, que voltava pelos bueiros incapazes de escoar o alagamento. Moradores deixaram o local com olhar desolado. Na Rodovia do Contorno, entre a entrada de Nova Brasília e o trevo da Ceasa, os alagamentos tomaram conta das laterais da pista. Buracos também surgiram com o grande volume de chuva. Um valão que corta a região transbordou e invadiu ruas.

Em Jardim América, vias estavam tomadas pela água em pouco tempo. O valão que corta o bairro - e desagua no Rio Marinho - também não dava vazão a água que vinha do sistema de drenagem e a Avenida América ficou praticamente intransitável. O bairro Campo Grande teve problemas com o lixo que foi arrastado e ficou acumulado em diversos pontos das ruas e avenidas.

Temporal em Vitória

A cidade de Vitória também foi atingida pela forte chuva repentina, principalmente na região Sul da cidade. Próximo à Rodoviária, a água ainda escorria enquanto o sol já havia voltado a brilhar forte. Mesmo com o calor, nuvens baixas ainda encobriam as torres de transmissão de TV localizadas no alto do morro da Fonte Grande.

Ainda na Rodoviária, o volume de água acumulado na pista abaixo do viaduto da região foi tanto que impedia carros pequenos de passar. Alguns retornavam pela contra-mão e se deparavam com os ônibus que tentavam a passagem. Resultado: confusão no trânsito.

Mas na Vila Rubim, onde um incêndio destruiu um galpão que abrigava depósitos e lojas, a grande quantidade de água não foi suficiente para apagar os focos de incêndio que ainda persistiam até a tarde. Após a chuva, fumaça ainda deixava as lojas destruídas pelo fogo. Mas ao redor do mercadão, a água ficou acumulada em diversos pontos das ruas e chegava a tampar os pés de quem tentasse passar por lá.

Já no bairro Bento Ferreira, ao lado da sede do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o galho de uma árvore não suportou a força da chuva e caiu na rua Lauro Cunha Freire - próximo a entrada da garagem do prédio.

Vila Velha, a cidade mais atingida pelos temporais há uma semana, não escapou da chuva deste domingo. O principal problema apontado por moradores é que, como chove muito em pouco tempo, a água não consegue escoar e o sistema de drenagem também não funciona. No bairro Aribiri, a moradora Ruth Braga relata a situação. "Começou a chover e derrepente a rua foi tomada. O lixo começou a boiar e água invadiu as casas na Rua da Feira. Isso acontece há 30 anos e nada muda", disse.

Ruas alagadas também foram problema para a população dos bairros Nossa Senhora da Penha, no Ibes e também em Santa Inês. Próximo ao terminal do Transcol do Ibes, até mesmo ônibus passavam com dificuldade. Diversas ruas ainda estavam tomadas pela enxurrada ainda por volta de 17h - duas horas após a chuva terminar.

Até a tarde deste sábado, a Defesa Civil estadual contabilizava cerca de 44 bairros da Grande Vitória que tiveram problemas com alagamentos nos últimos dois dias.

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08/03/2010 - Mercado eleva projeção da inflação em 2010 pela 7ª vez, para 4,99%

Folha Online - O mercado financeiro aumentou novamente a projeção para a inflação oficial e espera agora que o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) encerre o ano quase meio ponto percentual acima da meta de 4,5% estabelecida pelo governo para 2010.

Economistas consultados pelo Banco Central elevaram a estimativa de inflação pela sétima semana consecutiva e projetam o índice oficial em 4,99%, ante projeção de 4,91% feita anteriormente.

A previsão está na pesquisa Focus, feita na semana passada e divulgada nesta segunda-feira pelo Banco Central. Para 2011, a previsão é que o IPCA fique em 4,5%, exatamente na meta para o ano.

A projeção feita pelos economistas para o dólar aumentou levemente para R$ 1,81, contra R$ 1,80 na semana anterior. Em 2011, a estimativa é que encerre o ano em R$ 1,85.

O mercado manteve a estimativa para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de 2010 em 5,5%. Para o ano que vem, a previsão é de crescimento de 4,5%.

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08/03/2010 - Começa vacinação contra gripe suína no Brasil; 1ª etapa imunizará agentes de saúde

Folha Online - Começa nesta segunda-feira a primeira etapa da campanha de vacinação contra a gripe suína --a gripe A (H1N1). A expectativa do Ministério da Saúde é vacinar cerca de 90 milhões de brasileiros em dois meses. A primeira etapa da campanha vai até dia 19 deste mês.

Nessas duas primeiras semanas da campanha, serão imunizados somente os trabalhadores da área da saúde --que atuam diretamente no combate à doença--, e indígenas que vivem em aldeias do país. Nesta etapa, a estimativa é que cerca de 1,9 milhão de trabalhadores da área da saúde e 566 mil indígenas sejam vacinados contra o vírus.

Devem receber as primeiras doses da vacina médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, recepcionistas, funcionários de limpeza e segurança, motoristas de ambulância, equipes de laboratório e profissionais que atuam em investigação epidemiológica. A vacinação dos funcionários será no próprio local de trabalho.

Já a imunização dos indígenas será realizada diretamente nas aldeias, em pareceria com a Funasa (Fundação Nacional de Saúde).

Segundo o Ministério da Saúde, apenas as pessoas que pertencem aos grupos considerados de risco devem ser imunizadas. A pasta ainda não informou quando a vacina estará disponível para o restante da população.

´Estamos protegendo os grupos mais frágeis e aqueles que têm maior risco de adoecer e morrer´, afirmou o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, na última sexta-feira (5).

A vacinação de grupos prioritários segue parâmetros da OMS (Organização Mundial da Saúde), que recomenda a imunização de trabalhadores de serviços de saúde, indígenas, além de gestantes e pessoas com doenças crônicas.

Próximas etapas

A segunda fase da vacinação contra a gripe A (H1N1) vai do dia 22 de março e até 2 de abril, e incluirá gestantes, crianças (com idades entre seis meses e dois anos), e os portadores de doenças crônicas --como obesidade de grau três, diabetes, pessoas imunodeprimidas, asmáticos graves, cardiopatas e portadores de doenças respiratórias crônicas, dentre outros.

Já na terceira etapa da campanha, que ocorrerá entre os dias 5 e 23 de abril, será vacinada a população de 20 a 29 anos.

Entre 24 de abril a 7 de maio, receberão a vacina idosos com 60 anos ou mais portadores de doenças crônicas. Os demais idosos irão tomar a vacina contra a gripe comum. No período de 10 a 21 de maio, serão imunizados adultos de 30 a 39 anos.

As mulheres que engravidarem após 2 de abril poderão receber a vacina até o final da campanha, em 21 de maio.

Os horários e locais de vacinação serão definidos pelas Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde a cada etapa. As vacinas serão distribuídas pelo Ministério da Saúde ao longo do período de campanha, de acordo com cada etapa. Por isso, é importante que a população compareça aos postos de vacinação na data estabelecida para o grupo ao qual pertence.

No total, o Ministério da Saúde adquiriu 113 milhões de doses da vacina -a meta é imunizar pelo menos 80% desse público-alvo.

São Paulo

Na primeira etapa da campanha, 704 mil profissionais de saúde que trabalham diretamente em 6,4 mil serviços de saúde em São Paulo serão imunizados pela Secretaria de Estado da Saúde. De acordo com a secretaria, cerca de 20 milhões de pessoas deverão ser vacinadas em todo o Estado.

Internet

A novidade da campanha será a utilização da internet. A partir de segunda-feira (8), o internauta poderá se cadastrar no site do Ministério da Saúde, informar sua faixa etária e pedir para ser avisado por email da data de sua vacinação. O serviço estará acessível também em sites comerciais onde a campanha será veiculada.

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08/03/2010 - Criacionistas e negacionistas do clima têm discursos similares

Folha de S.Paulo - Uma lei que acaba de ser aprovada pela assembleia da Dakota do Sul (Meio-Oeste dos EUA) faz recomendações para o ensino de ciências nas escolas públicas estaduais, advertindo "isso é uma teoria, não um fato científico comprovado" e pedindo a apresentação "equilibrada e objetiva" dos dados.

Errou quem está achando que a lei versa sobre a teoria da evolução. O tema dela é o ensino do aquecimento global.

A semelhança de palavras-chave está longe de ser mera coincidência. A lei da Dakota do Sul parece apenas tomar de empréstimo a retórica dos criacionistas americanos e aplicá-la a mais uma questão polêmica, mas outros Estados americanos, como Texas, Louisiana, Oklahoma e Kentucky, também aprovaram ou discutiram legislação que cita, lado a lado, a teoria da evolução e as mudanças climáticas como assuntos que os professores deveriam explorar como controversos ou em aberto.

Há uma convergência ao menos parcial de interesses entre criacionistas e céticos do clima (como são chamados os que negam o aquecimento global ou, ao menos, a contribuição majoritária do homem para o fenômeno).

Esse é o perfil, por exemplo, do senador James Inhofe (Partido Republicano de Oklahoma), ou dos membros do Discovery Institute, a organização americana que é a principal proponente do chamado design inteligente, versão repaginada do criacionismo.

Mas não se trata de um fenômeno restrito aos EUA. O representante do design inteligente no Brasil, Enézio de Almeida Filho, já se declarou com frequência um cético da mudança climática causada pelo homem em seu blog, "Desafiando a Nomenklatura Científica".

Cristãos criacionistas brasileiros, como o adventista Michelson Borges, editor da Casa Publicadora Brasileira e mantenedor do blog Criacionismo.com.br, reconhecem a aproximação entre os dois campos. "A convergência se dá simplesmente pelo fato de que os criacionistas, no esforço por se pautarem por pesquisas fidedignas e dados concretos, deram-se conta, já há algum tempo, de que estava havendo certo exagero na questão do aquecimento antropogenicamente causado", afirma ele.

Joshua Rosenau, do Centro Nacional para Educação Científica dos EUA, lembra que os dados mais recentes sobre as atitudes da população americana em relação à ciência indicam uma proximidade estatística entre criacionistas e céticos da mudança climática.

"A correlação não é imensa, mas também não é trivial", contou ele à Folha. "A aceitação do aquecimento global [causado pelo homem] é de duas a três vezes mais comum entre as pessoas que também aceitam a evolução. Por outro lado, entre os criacionistas, o número de pessoas que aceita o aquecimento é mais ou menos igual ao das que o negam", diz Rosenau, citando levantamento feita no ano passado pelo Centro de Pesquisas Pew com cerca de 2.000 americanos.

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